Charão supera contratempos para bater recorde pessoal

Tarde nublada e sem vento não impediu que Reinaldo Charão estabelecesse um novo recorde pessoal em Paris-2024

Paris – Muito mais que medalhas e recordes, boa parte dos atletas querem fazer o seu melhor em qualquer competição. Nos Jogos Paralímpicos, onde se reúne a elite de cada modalidade, esse desejo é elevado à maior potência possível. Reinaldo Charão conseguiu realizar esse feito e estabeleceu uma nova marca no tiro com arco.

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Na fase de ranqueamento do arco composto open, Reinaldo Charão fez sua melhor marca da carreira. Com 685 pontos somados, ele conseguiu o 20º lugar na competição individual e vai enfrentar o austríaco Michael Meier. Além disso, a marca também ajudou a colocar o Brasil na 5ª colocação na disputa por equipes mistas. 

“É a melhor marca de um brasileiro no composto masculino do campeonato internacional e foi numa Paralimpíada. Bati o recorde nacional entre os composteiros masculinos do Paralímpico, então foi bacana e ajudei a ficar a nossa dupla mista aí em quinto lugar ali, então vai ter briga boa aí”, disse Reinaldo Charão.

Superando contratempos

Nem tudo foi favorável para que Reinaldo Charão conseguisse sua melhor marca na carreira nos Jogos Paralímpicos. Sua competição começou às 17h, no horário de Paris. Conhecida pela bipolaridade, a capital francesa mudou rapidamente de um lindo dia de sol pela manhã para um aspecto cinzento e nublado no fim da tarde. Fora isso, a falta de vento não ajudou.

Reinaldo Charão no tiro com arco dos Jogos Paralímpicos de Paris-2024
Foto: Douglas Magno/CPB @douglasmagno

“Eu vinha fazendo uns treinos bons. E treinos com vento muito forte. Então, a minha preocupação era não ter vento e eu não atirar bem. Infelizmente, hoje não teve vento. Então a concentração, ela tem que ser maior porque no vento eu consigo equilibrar mais. Mas aí deu certo, porque consegui, tirando o pânico da primeira série que fiz um 8. E agora no final, só que eu acho que eu relaxei demais e acabei fazendo 27”, disse Charão. 

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“No meu caso em particular, não ter vento não ajuda, o bom é com vento, que eu seguro mais no vento. E a questão de nublado, claro, não tem a carga do sol em cima, isso não cansa tanto eles também. E eu tô acostumado a treinar no Rio do Sul abaixo do sol de 40 graus, 39 graus, então acho que facilita mais para eles e dificulta um pouquinho pra mim, porque esse clima aqui é um clima agradável, mas pra mim pro meu tiro não é bom. Bom é com vento e com sol”, explicou.

Adielson de Barros
Jornalista recifense formado na Faculdade Boa Viagem apaixonado por futebol e grandes histórias. Trabalhando no movimento olímpico e paralímpico desde 2022.

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