Fernanda Yara é ouro e Maria Clara leva bronze no 400m T47

Resultado coroa carreira vitoriosa de Fernanda Yara, de 38 anos, e impulsiona os primeiros passos de Maria Clara, com apenas 20. Ambas vão ao pódio paralímpico pela primeira vez

São Paulo – Duas medalhas para o Brasil nos 400m da classe T47 dos Jogos Paralímpicos de Paris. Fernanda Yara conquistou o ouro e Maria Clara Augusto ficou com o bronze na final disputada neste sábado (31), num Stade de France completamente tomado pelo público. O ouro veio com o tempo de 56s74 e o bronze, 57s20. Entre elas, a venezuelana Lisbeli Andrade marcando 56s78.

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A final foi disputadíssima. Tanto que os quatro primeiros tempos foram os melhores das carreiras das atletas. A húngara Petra Luteran chegou em quarto com 57s41. Fernanda Yara comandou a prova desde o início, mas Lisbeli arrancou no final e quase chegou na brasileira, que venceu exatamente por ‘uma cabeça’. Tanto Fernanda Yara quanto Maria Clara vão ao pódio pela primeira vez em Jogos.

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Maria Clara Augusto (Marcello Zambrana/CPB)

Gerações

O ouro em Paris 2024 coroa uma carreira pra lá de vitoriosa de Fernanda Yara, atualmente com 38 anos. A brasileira chegou para os Jogos Paralímpicos como a atual bicampeã mundial dessa prova, levou esse ano, em Kobe, no Japão, e ano passado, na mesma Paris da Paralimpíada. Em 2023, ela também foi bronze no Mundial na prova de revezamento universal. Como se fosse pouco, Fernanda Yara é, ainda, a atual campeã parapan-americana dos 400m T47 e vice-campeã nos 100m e 200m da mesma classe.

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Já Maria Clara Augusto é a nova geração, tem apenas 20 anos e está começando a competir em grandes palcos. Ainda assim, já coleciona bons resultados. Foi medalhista de bronze nos 400m da classe T47 no Mundial de Paris, ano passado, e é vice-campeã parapan-americana na prova, atrás somente de Fernanda Yara. Tem, ainda, dois quartos lugares no 100m T47, um no Mundial deste ano e outro nos Jogos Parapan-americanos de Santiago-2023.

André Rossi
Jornalista com mais de 20 anos de profissão, mais da metade deles na área de esportes. Está no OTD desde 2019 e, por ele, já cobriu ‘in loco’ os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, os Olímpicos de Paris, além dos Jogos Pan-Americanos de Lima e de Santiago

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